Eu faço parte de uma legião (sugestivo esse nome, né?) proliferada de fãs dos caras. Sempre gostei da mistura rítmica, sem falar dos três instrumentistas bons pra caramba. Um dos primeiros discos de vinil que comprei foi ‘Big Bang’, em 1989, na antiga 2001. Mas já havia ido em vários shows deles no Nilson Nelson , Iate e AABB. Anos mais tarde consegui entrar no camarim no lançamento do 'Hey Na Na' em Recife, e depois, em Brasília. Nesta ocasião, tirei fotos na bateria do Barone (que ficou muito puto e deu um esporro nos seguranças). Outra vez foi na ‘Fábrica’, no SIA. Eles fizeram dois shows seguidos, caso raro para uma banda aqui em Bsb. Fui nos dois e, para minha surpresa, eles sentaram pra comer sushi na mesa ao lado da que eu estava, posto que nessa casa de shows havia uma boa estrutura de diversão, antes, durante e depois das apresentações.
Depois que formamos os ‘Pelicanos da Lua’, eu e meu querido amigo Issan ficamos esperando horas no hotel para convidarmos Bi Ribeiro para produzir o nosso primeiro CD ‘A Roda do Tempo’. Depois de algumas cervejas e muita espera, falamos com o Bi, que aceitou o convite. Desde então, o ídolo virou amigo.
Daí veio o desastre.
Acho que o Brasil todo se comoveu com essa tragédia, e, por se tratar de um ícone, um ‘rock star’ que compõe letras tão íntimas e peculiares às nossas vidas, parece que o acidente foi com alguém da família.
Mas o espanto real veio no show da volta, no projac: um especial gravado prum progama de tv da emissora globo.
O cara tava de volta, no palco, de cadeiras de rodas e arrebentando tudo. Fiquei pasmo.
Assistam “Herbert de Perto” e vocês saberão da emoção que estou falando.
Obrigatório para fãs e apreciadores de boa música, o filme revela momentos incipientes de uma das maiores bandas brasileiras, focado em seu líder e guitarrista, alternando presente e passado, risos e prantos, poesia e prosa.
Como a obra de Herbert, a película é um mosaico reboante onde cada retalho é essencial à compreensão do que é essa ‘força da natureza’, como diz Fito Paez!!! Como eu sempre digo: O cara perdeu um pedaço do cérebro, perdeu o grande amor de sua vida e continua compondo e trabalhando.
Exemplo de Vida e de Luz!!
Parabéns aos diretores do filme pela perspicácia e, com certeza, essa história, em Hollywood daria melhor roteiro e ator!!
Beijo enorme!!